Como funciona a conta do vale-transporte
- Custo real do mês: custo diário × dias de trabalho presencial.
- Desconto no holerite: o que for menor entre 6% do salário base e o custo real.
- Parte da empresa: tudo o que o custo real passar do desconto — sem limite.
É por isso que o vale-transporte é mais valioso para quem ganha menos e gasta mais com transporte: o desconto trava nos 6%, e a empresa cobre o resto. Já para salários altos com transporte barato, os 6% podem custar mais do que as passagens — nesse caso o desconto fica limitado ao custo real, e a vantagem de optar desaparece.
Exemplos com salários diferentes
| Salário base | Custo mensal (R$ 11/dia × 22) | Desconto (máx. 6%) | Empresa paga |
|---|---|---|---|
| R$ 1.621,00 (mínimo) | R$ 242,00 | R$ 97,26 | R$ 144,74 |
| R$ 2.500,00 | R$ 242,00 | R$ 150,00 | R$ 92,00 |
| R$ 4.000,00 | R$ 242,00 | R$ 240,00 | R$ 2,00 |
| R$ 5.000,00 | R$ 242,00 | R$ 242,00 (custo real) | R$ 0,00 |
Na última linha, os 6% (R$ 300) superariam o custo real — então o desconto trava nas passagens e o benefício fica neutro: optar ou não dá no mesmo em dinheiro, mas o cartão de transporte ainda pode ser cômodo. Veja o impacto de todos os descontos do holerite na calculadora de salário líquido; se você é o empregador, o custo completo de um contratado está na calculadora de custo de funcionário.